13 Novembro 2008

Vale(u)...

 Olho através do vidro duplo que abre o meu quarto para o mundo... Olho através do meu reflexo e do reflexo da lua cheia que lhe bate... Olho e vejo... imensidão, coisas que quero agarrar com a mão... Uma certa nostalgia... por coisas não minhas que me é devolvida pela brisa fria...e uma noção, de mortalidade.   As luzes acendem como que guias naturais, pelo caminho, todo o caminho, em desenhos rectangulares, formas geometricamente estudadas até à exaustão! Observo-as como fio condutor daquilo que penso, tentando também no pensamento uma certa lógica e utilidade. É uma busca, no labirinto da verdade...
 Onde vale a pena entrar? 
 Quais os caminhos?
 Vale a pena voltar um pouco atrás?
 Virar à esquerda? Ou direita? 
 Tudo perguntas breves, normais, repetentes...
 No final, um sentimento de paz, as luzes se apagam, o dia nasce! Novas portas, novas realidades! E prevalece a ideia de que valeu... tudo valeu para aqui chegar...

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