Olho através do vidro duplo que abre o meu quarto para o mundo...
Olho através do meu reflexo e do reflexo da lua cheia que lhe bate...
Olho e vejo... imensidão, coisas que quero agarrar com a mão...
Uma certa nostalgia... por coisas não minhas que me é devolvida pela brisa fria...e uma noção, de mortalidade.
As luzes acendem como que guias naturais, pelo caminho, todo o caminho, em desenhos rectangulares, formas geometricamente estudadas até à exaustão! Observo-as como fio condutor daquilo que penso, tentando também no pensamento uma certa lógica e utilidade. É uma busca, no labirinto da verdade...
Onde vale a pena entrar?
Quais os caminhos?
Vale a pena voltar um pouco atrás?
Virar à esquerda? Ou direita?
Tudo perguntas breves, normais, repetentes...
No final, um sentimento de paz, as luzes se apagam, o dia nasce! Novas portas, novas realidades! E prevalece a ideia de que valeu... tudo valeu para aqui chegar...
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